O primeiro-ministro rejeitou, este sábado, a renegociação da dívida de Portugal. Pedro Passos Coelho considerou que nesta altura «não tem razão de ser» e que seria «um problema que o país não precisa de enfrentar».

Em declarações aos jornalistas no final de um dia dedicado aos concelhos de Cinfães e de Arouca, Pedro Passos Coelho respondeu que «a renegociação da dívida é nesta altura uma coisa que não tem razão de ser».

«Como felizmente não há questões tabu e felizmente nós nos podemos exprimir com muita liberdade no nosso país, não levará a mal que eu discorde daqueles que dizem que essa renegociação deve ser feita. Ela corresponderia nesta altura a um problema que o país não precisa de enfrentar», justificou, citado pela Lusa.

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O primeiro-ministro garantiu que a previsão do Governo não é que a economia vá estagnar. Passos Coelho tratou de «afastar totalmente esse pessimismo com que muitas vezes essas questões são colocadas na opinião pública».

«Eu não admito tal, rejeito tal porque isso não tem nenhum fundamento. Depois de tudo o que fizemos em matéria de reforma estrutural, a probabilidade de voltarmos a repetir um exercício tão medíocre como esse que aconteceu em Portugal nos últimos 12 anos tende para zero», explicou.

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Pedro Passos Coelho defendeu assim que esse «quadro deve ser afastado porque não é minimamente realista» e que «qualquer renegociação de dívida que pudesse ser feita junto desses privados não residentes significaria simplesmente que Portugal deixaria de ter acesso aos mercados».