Os pagamentos em atraso voltaram a subir em maio, atingindo os 2.036 milhões de euros, mais cinco milhões do que em abril e mais 134 milhões desde o início do ano, devido aos hospitais EPE, segundo a DGO.

De acordo com a síntese da execução orçamental publicada esta terça-feira pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), até maio, os hospitais EPE são as entidades que mais penalizam esta evolução: no mês passado, as dívidas por pagar há mais de 90 dias pelos hospitais EPE aumentaram 42 milhões de euros face a abril, tendo sido acumulados 162 milhões em pagamentos em atraso desde o início do ano, num total de 773 milhões de euros.

Por oposição, com uma variação positiva, destacou-se a administração local, que diminuiu os pagamentos em atraso em 29 milhões de euros entre abril e maio, para os 637 milhões no final do mês passado.

Em termos acumulados, a administração local tinha em maio menos dívidas por pagar há mais de 90 dias do que no final de 2013, altura em que tinha pagamentos em atraso no valor de 667 milhões de euros.

No final de 2013, considerando todos os setores, o Estado tinha pagamentos em atraso no valor de 1.902 milhões de euros, montante que aumentou para os 2.036 milhões de euros em cinco meses.

No âmbito do programa de resgate, a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) exige que o valor dos pagamentos em atraso há mais de 90 dias não aumente face ao valor registado no final do ano anterior.