Os pagamentos em atraso no Estado diminuíram em junho, fixando-se nos 1.979 milhões de euros, apesar de nos hospitais EPE continuarem a subir, segundo a síntese de execução orçamental divulgada esta quarta-feira pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

De acordo com a síntese de execução orçamental divulgada esta tarde pela DGO, no final do mês de junho os pagamentos em atraso no Estado situaram-se em 1.979 milhões de euros, representando uma diminuição de 56 milhões de euros face ao final do mês de maio, quando alcançaram os 2.035 milhões de euros.

A DGO afirma que para esta variação contribuiu a diminuição em 84 milhões de euros de pagamentos em atraso na administração local. No entanto, esta descida foi atenuada pelo aumento de 26 milhões de euros nos pagamentos em atraso dos hospitais EPE.

Assim, nas administrações públicas os pagamentos em atraso até junho fixaram-se nos 1.048 milhões de euros (menos 82 milhões) e nas empresas públicas não reclassificadas e hospitais EPE cifraram-se nos 931 milhões de euros (mais 26 milhões, referentes na totalidade aos hospitais EPE).

No âmbito do programa de resgate, entretanto terminado, a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) exigiu que o valor dos pagamentos em atraso há mais de 90 dias não aumente face ao valor registado no final do ano anterior.

Os números divulgados pela DGO são apresentados em contabilidade pública, ou seja, o registo da entrada e saída de fluxos de caixa. Esta é a contabilidade exigida pelo FMI para efeitos de averiguação do cumprimento das metas do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), que entretanto se concluiu.

No entanto, a meta do défice - que para este ano é de 4% do Produto Interno Bruto - é apurada em contas nacionais, a ótica dos compromissos e a que conta para Bruxelas.