As perspetivas de recuperação económica para Portugal mantêm-se positivas, mas sofreram um «ligeiro recuo» em maio, segundo os indicadores compósitos avançados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O Indicador Compósito Avançado (ICA) relativo a Portugal recuou para 102,2 em maio (102,4 em abril), mas manteve-se pelo nono mês consecutivo acima dos 100 pontos que correspondem à média de longo prazo.

Na zona euro, o ICA cifrou-se em 101,1 pontos em maio, o mesmo valor do mês anterior, antecipando um «momento de mudança positiva» no conjunto da zona, com um período estável em França e um ligeiro retrocesso na Alemanha, mas que mantém níveis elevados.

A OCDE continua a detetar sinais de «crescimento estável» no conjunto dos países membros, com base nos ICA, que antecipam inflexões no ciclo económico e apontam para a tendência de evolução futura da atividade económica num período de quatro a oito meses.

O ICA no conjunto da OCDE alcançou um valor de 100,6 no final de maio, sobre uma média a longo prazo de 100 pontos e aponta para uma estabilidade do crescimento nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

No caso do Japão, a OCDE deteta sinais de uma interrupção do momento do crescimento, mas precisa que os indicadores não refletem alguns elementos do imposto sobre o consumo.