O secretário-geral adjunto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Pier Carlo Padoan, diz que «a incerteza política é má para qualquer ajustamento». Em Lisboa para uma conferência organizada pelo Banco de Portugal, o resposnável defendeu que o importante é que, depois dos atos eleitorais, «as políticas sejam adotadas».

«A incerteza política é má para qualquer ajustamento», disse aos jornalistas à margem do evento, acrescentando que «as eleições per se não são um problema» e que «a verdadeira questão é [garantir] que, em quaisquer eleições, haja uma situação subsequente em que a política se mantenha, seja clara e implementada».

«Os legisladores têm de ter a visão clara de qual é o seu caminho e têm de mostrar determinação», sustentou.

Sobre as reformas em curso no mercado de trabalho português, Carlo Padoan disse que «muitas reformas foram introduzidas e estão no bom caminho, mas mais tem de ser feito», sobretudo no que se refere ao desemprego jovem.

O economista defendeu a criação de mecanismos que facilitem a colocação de jovens qualificados no mercado de trabalho, colocando-os em contacto com empresas que estão à procura dessas necessidades específicas.

Reconhecendo que «estes mecanismos são caros», Pier Carlo Padoan sublinhou que «têm uma boa contrapartida».

O economista disse ainda que a Zona Euro continua a representar um risco considerável.