O Montepio confirmou esta sexta-feira que está a ser alvo de uma auditoria forense a pedido do Banco de Portugal, referindo que a mesma incide sobre «atos normais da vida» da instituição.

O Montepio, numa mensagem enviada à agência Lusa, «confirma a auditoria pelo Banco de Portugal» e sublinhou que «as auditorias forenses constituem práticas habituais do regulador».

«Não se trata de condenações e inscrevem-se em ações de prevenção destinadas a identificar a adequação de procedimentos dos agentes. Esta ação incide em anos passados e não nos dois últimos», pode ler-se na nota.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, revelou a 07 de agosto no parlamento que «estão três auditorias forenses em desenvolvimento», além da do Banco Espírito Santo (BES).

O Montepio referiu ainda que, «como Governador afirmou, as auditorias incidem sobre quatro instituições e sobre atos normais da vida das mesmas».

O Montepio aumentou no primeiro semestre as provisões e imparidades em 165,5 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado, um aumento que acomoda eventuais perdas com créditos do banco às empresas do GES.

No final de junho, a Caixa Económica Montepio Geral tinha constituídas provisões e imparidades de crédito (líquidas) de 292,9 milhões de euros, mais 165,5 milhões de euros do que em junho de 2013.

Segundo o Montepio, este valor já tem incluído um «julgamento muito conservador da sua exposição ao universo de empresas do GES», acomodando perdas que venha a sofrer com créditos dados às empresas do grupo Espírito Santo.

O Montepio teve lucros de 11,9 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, que comparam com os prejuízos de 69,7 milhões de euros do mesmo período do ano passado.

O banco fechou junho com 3 894 trabalhadores, menos nove do que no fim do ano, enquanto os balcões reduziram-se em 20 para 436.