O ministro da Economia admite que Portugal está «provavelmente» num momento de «viragem económica», mas pede, ainda assim, «prudência».

António Pires de Lima, que falava aos jornalistas no final de uma visita à Direção Geral do Consumidor, em Lisboa, comentava assim os dados revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo os quais a economia nacional cresceu 1,1% no segundo trimestre deste ano face ao primeiro. Foi a primeira expansão da economia após 10 trimestres consecutivos de contração.

«Com os dados que conhecemos há sinais de confiança moderada de que estamos num momento de viragem económica, mas é preciso aguardar pelos resultados dos próximo trimestres», disse Pires de Lima, afirmando esperar que «2014 possa ser um ano de estabilização económica».

«Começam a surgir sinais de forma consistente - crescimento económico, queda do desemprego, aumento da produção, aumento do turismo, melhoria dos índices de confiança dos consumidores - que se vão acumulando no sentido de confirmar a ideia de que provavelmente estamos num momento de viragem económica», admitiu Pires de Lima.

Questionado sobre se os sinais de melhoria nos indicadores económicos são resultado do trabalho do seu antecessor, Pires de lima preferiu responder que «o mérito principal é das empresas, dos portugueses», mas também se devem «aos membros do Governo que estiveram em funções, nomeadamente Álvaro Santos Pereira».

Uma das ameaças que pode penalizar o crescimento económico é a austeridade imposta pela troika, uma das razões também para o pedido de prudência deixado pelo ministro.

«Também por isso é importante manter este discurso de prudência porque sabemos o esforço que nos vai ser exigido pelos nossos credores no âmbito do programa de assistência financeira», afirmou.