Em apenas 2 anos e meio, a previsão para o défice de 2014 mais do que quadruplicou: o valor do défice em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) foi multiplicado por mais de quatro, ou seja, aumentou quase seis mil milhões de euros.

Antes do pedido de resgate, em março de 2011, no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), o Governo previa que o défice de 2014 seria de 1%. Poucos meses depois, noutro documento oficial, o Documento de Estratégia Orçamental (DEO), a meta já era de 1,8%.

No memorando de entendimento negociado com a troika, em setembro de 2011, a previsão foi ajustada para 2,3%.

Um ano depois, o ministro Vítor Gaspar anunciou nova atualização, desta vez para 2,5%.

Já em março deste ano, nova avaliação da troika trouxe nova previsão: 4%.

Esta é a meta que o Governo quer agora renegociar com a troika na oitava e nona avaliações do programa português, que arranca já na próxima semana, para 4,5%.

Se isso acontecer, quer dizer que o valor do défice passou dos 1.700 milhões de euros previstos no início de 2011, para 7.650 milhões de euros.