Segundo o jornal Público, 74 economistas estrangeiros juntaram-se ao manifesto que pede a reestruturação da dívida pública portuguesa. Entre os subscritores está Marc Blyth, autor do livro Austeridade, considerado pelo Financial Times o melhor livro de 2013.

O manifesto junta às 74 personalidades portuguesas, 74 economistas estrangeiros, muitos deles com cargos de relevo no FMI, investigadores e editores de revistas de economia.

Neste novo manifesto, os subscritores internacionais dizem apoiar os esforços dos que em Portugal propõem a reestruturação da dívida pública portuguesa, através da redução das taxas de juro e do alargamento do prazo dos empréstimos.

O manifesto das personalidades portuguesas foi assinado por figuras da política de esquerda e de direita, como os ex-ministros das Finanças Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix, Francisco Louçã, António Saraiva, Carvalho da Silva, Gomes Canotilho, Sampaio da Nóvoa, além de empresários e economistas, e pretendia ser «um apelo de cidadãos para cidadãos», explicou João Cravinho, um dos mentores.

O documento causou muito polémica especialmente à direita que contestou o timing da divulgação, já que Portugal está a dois meses da saída do programa de ajustamento. O primeiro-ministro defendeu mesmo que o manifesto punha «em causa o financiamento do país».

O manifesto causou ainda polémica ao levar ainda à exoneração de dois consultores de Cavaco Silva que assinaram manifesto.