O crédito malparado não dá sinais de ceder. A crise contribuiu para que empresas e famílias sintam dificuldades em pagar as prestações dos empréstimos pedidos à banca e, em maio, 7,21% do total de crédito concedido, era de cobrança duvidosa.

De acordo com os dados revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, dos mais de 285 mil milhões de euros de financiamentos concedidos, os bancos não conseguiam recuperar pouco mais de 17 mil milhões.

A grande fatia deste «bolo» pertence às empresas, onde o malparado ascende já a 11,8 mil milhões de euros, o equivalente a 11,32% do total dos empréstimos concedidos.

Entre os particulares, ainda que a percentagem de malparado no crédito à habitação seja pequena (2,15% do crédito concedido), é esta a fatia mais grossa, em termos absolutos: 2,3 mil milhões.



No crédito ao consumo e para outros fins, o cenário é o oposto: 12,03% e 12,55% do crédito total concedido, respetivamente, são de cobrança duvidosa.