O crédito malparado nos empréstimos à habitação atingiu em outubro o máximo histórico, ao atingir os 2.390 milhões de euros, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

O crédito malparado na carteira dos bancos superava, em outubro, os 17 mil milhões de euros, sendo 5.210 milhões de euros referentes a crédito malparado dos particulares e 12.076 milhões de euros de cobrança duvidosa das empresas.

Além do crédito malparado nos empréstimos à habitação, em outubro, também o malparado das empresas atingiu um recorde desde que o Banco de Portugal publica estes dados (1997), com destaque para o malparado das empresas do setor da construção (4.265 milhões de euros) e das atividades imobiliárias (2.341 milhões de euros).

O crédito de cobrança duvidosa das empresas aumentou em outubro 0,68% face a setembro, representando então 12,05% do total emprestado às sociedades não financeiras (100.186 milhões de euros).

Quanto ao crédito malparado dos particulares, cujos 5.210 milhões de euros representavam em outubro 4,04% do total (128.965 milhões do total emprestado), este teve um aumento ligeiro de 0,9% face a setembro e 3,6% quando comparado com há um ano.

Depois do malparado na habitação, o maior volume do malparado dos particulares vem dos empréstimos ao consumo, com 1474 milhões de euros.

Apesar do menor montante de malparado no consumo do que na habitação, em termos relativos, o crédito de cobrança duvidosa no consumo representava 12,12% do total emprestado (12.159 milhões de euros). Também o crédito a outros fins tinha um malparado desta dimensão, de 12,93% dos 10.407 milhões de euros emprestados em outubro.