O crédito malparado das famílias portuguesas atingiu em maio deste ano o valor mais elevado desde o início de 1998, o início da série, segundo dados hoje publicados pelo Banco de Portugal.

De acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, que foi hoje atualizado, em maio, o crédito de cobrança duvidosa concedido às famílias era de 5.262 milhões de euros, valor que compara com os 5.179 milhões registados no mesmo mês de 2013 e com os 5.223 milhões verificados em abril deste ano.

O crédito à habitação foi o que mais pesou neste desempenho: em maio, o crédito malparado nesta categoria subiu para os 2.455 milhões de euros, acima dos 2.448 registados no mês anterior e dos 2.322 milhões de euros verificados em maio de 2013.

Também o valor do crédito ao consumo aumentou ligeiramente dos 1.410 milhões de euros em abril para os 1.414 milhões de euros em maio, bem com o valor do crédito concedido para outros fins, que passou dos 1.365 milhões de euros em abril para os 1.393 milhões de euros em maio.

Quanto às empresas, o crédito de cobrança duvidosa subiu em maio: no total, atingiu os 12.611 milhões de euros no quinto mês deste ano, depois de se ter cifrado nos 12.497 milhões de euros no mês anterior.

O setor da construção contribuiu com 4.348 milhões de euros para este resultado, embora se tenha verificado uma queda do valor do crédito malparado neste setor, uma vez que em abril se fixou nos 4.377 milhões de euros.

Já o valor dos créditos de cobrança duvidosa concedido a atividades imobiliárias aumentou dos 2.495 milhões de euros em abril para os 2.533 milhões de euros em maio.