O crédito malparado voltou a aumentar em julho deste ano, mas a subida foi a mais ténue desde agosto de 2011, revelam dados do Boletim Estatístico, divulgado esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.

De acordo com o documento, o malparado acumulado por empresas e particulares atingiu em julho 7,28% do total do crédito concedido, um novo recorde que, em parte, se deve à diminuição do stock acumulado de crédito concedido.

Contas feitas, os bancos têm dificuldade em recuperar 17.018 milhões de euros, o valor mais alto desde o início da série estatística (Dezembro de 1997).

Face ao mesmo mês do ano passado, o malparado crescu em julho 12,9%. Apesar de ser um crescimento expressivo, está longe das taxas de 30% registadas no final de 2012.

Nas famílias, o malparado subiu 5,2% face ao homólogo, e nas empresas 16,6%. Em ambos os casos, as taxas de crescimento são agora menores do que nos últimos meses. Mas nas empresas, a cobrança duvidosa atingiu novamente um novo recorde: 11,41% do crédito concedido.