A Letónia celebra esta sexta-feira a sua adesão ao euro, formalizada em 01 de janeiro, com uma cerimónia em que participarão os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu e o comissário responsável pelos Assuntos Económicos.

José Manuel Durão Barroso e Herman Van Rompuy estarão hoje em Riga, onde deverão encontrar-se com o primeiro-ministro da Letónia, Valdis Dombrovskis, antes de participarem na cerimónia comemorativa da substituição do lat pelo euro, em que participará também o comissário Olli Rehn.

A adoção do euro foi saudada pela maioria dos letões, mas foi também acompanhada por preocupações, manifestadas em sondagens, sobre os aumentos de preços associados à introdução da moeda única europeia no país, sujeito a rigorosas medidas de austeridade.

A Letónia tornou-se o 18.º membro da zona euro e é o sexto dos «novos» Estados-membros da União Europeia (os 12 países que aderiram à UE em 2004 e 2007) a adotar o euro como moeda, depois da Eslovénia (2007), Chipre e Malta (2008), Eslováquia (2009) e Estónia (2011) já se terem juntado a Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal.

O processo da adesão da Letónia ao grupo dos países da moeda única começou no dia 05 de junho de 2013, com uma proposta formal apresentada pela Comissão Europeia, baseada no «relatório de convergência» elaborado pelo executivo comunitário, segundo o qual a Letónia «atingiu um alto nível de convergência económica sustentável com a zona euro».

Seguiu-se o aval dos chefes de Estado e de Governo da UE - que felicitaram o país báltico «pelo grau de convergência que conseguiu, graças a boas políticas económicas, orçamentais e financeiras - do Parlamento Europeu e dos ministros das Finanças europeus».