O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse esta quinta-feira em entrevista à TVI e TSF, que vê com naturalidade qualquer decisão que venha a ser tomada pelo Tribunal Constitucional (TC), mas alerta que enquanto persistirem dúvidas os juros da dívida pública não vão baixar. O primeiro-ministro lamenta que, numa altura destas, continuem a existir dúvidas sobre as medidas que controlam a dívida pública.

Passos Coelho: eventual programa cautelar durará um ano

Passos Coelho «estranha» erros admitidos por Lagarde

«Programa cautelar não exige o apoio do PS»

Enquanto persistirem dúvidas sobre as medidas que asseguram o controlo da dívida, é natural que exista alguma dúvida por parte dos mercados», enalteceu Passos Coelho, garantindo que assim que essas dúvidas forem dissipadas, «teremos uma descida significativa das taxas de juro (dívida pública)».



Sobre a convergência das pensões, Passos Coelho afastou fazer especulações sobre a decisão que será tomada, mas afirma que parte do princípio que o tribunal «não chumbe as medidas». O primeiro-ministro reiterou que o Governo «não tem um plano B».

No entanto, o primeiro-ministro afastou a possibilidade de deixar derrapar o défice no próximo ano como alternativa a este chumbo por parte do TC.

«Deixar derrapar o défice significaria perder credibilidade face ao nosso compromisso de reduzir o défice no próximo ano. Colocar em causa o objetivo de fechar o programa de assistência económica e financeira não é uma opção», esclareceu Pedro Passos Coelho.

Recorde-se que o TC tem até 20 de Dezembro para avaliar a lei da convergência das pensões.