O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, sublinhou esta quarta-feira, em Bruxelas, não ver diferença no discurso da coligação governamental no que respeita à questão do desagravamento dos impostos, designadamente do IRS.

«Não vejo nenhuma razão para essa diferença», disse Paulo Portas aos jornalistas, em Bruxelas, citando o guião para a reforma do Estado: «O Governo tem consciência da necessidade de criar condições para começar a inverter a trajetória de agravamento do IRS. O início desse processo deverá ter lugar ainda nesta legislatura».

«Saber em que medida teremos condições para fazer aquilo que é certo, para começar a fazer aquilo que é necessário, ou seja, o desagravamento fiscal, é uma matéria que no momento próprio veremos», sublinhou.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, questionado na terça-feira, em entrevista à SIC, sobre uma possível descida do IRS, não se comprometeu com isso, mas considerou que, se as metas de equilíbrio orçamental forem atingidas, «não faz sentido manter agravamentos da tributação ou continuar a ter congeladas as progressões na função pública, ou por aí fora, pelo contrário».

Paulo Portas falava aos jornalistas, em Bruxelas, no final de um almoço de trabalho como presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

Aos jornalistas, Paulo Portas garantiu ainda que que qualquer das saídas possíveis para o programa de ajustamento financeiro é «limpa», mesmo que se opte por um programa cautelar.

«Qualquer das saídas possíveis é uma saída limpa, seja diretamente para os mercados, seja com o apoio de uma linha de crédito», disse Portas, que se reuniu, num almoço de trabalho, com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

O vice-primeiro-ministro garantiu ainda que vai cumprir a legislatura até ao fim, subscrevendo a intenção manifestada pelo chefe do Governo, Passos Coelho, nesse sentido.

«Assim Deus me dê saúde», respondeu Paulo Portas, em Bruxelas, questionado pelos jornalistas sobre se tenciona cumprir o compromisso de cumprir a legislatura na íntegra, anunciado por Pedro Passos Coelho, na terça-feira.