A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) defende que ainda há «muita pedra para partir» no relatório sobre investimentos prioritários até 2020 e que o documento «não está fechado», disse o presidente daquela entidade.

«Há ainda muita pedra para partir, não é para nós um dossiê encerrado», disse aos jornalistas Manuel Machado, em conferência de imprensa convocada no dia em que reúne o conselho diretivo da ANMP.

Referindo que «ainda há muita discussão a fazer» em redor das conclusões do documento que entra em discussão pública na quarta-feira, Manuel Machado destacou a importância do plano de investimentos que vai congregar as verbas europeias disponíveis até 2020, defendendo que seja alvo de «um debate muito amplo» a nível nacional e que se estabeleçam as prioridades «com racionalidade».

O presidente da ANMP disse ainda que a entidade que representa os municípios portugueses tem vindo a dialogar com o Governo sobre o modelo de governação do próximo quadro comunitário de apoio, "mas as coisas ainda estão muito nebulosas, pouco claras" e com posições «pouco clarificadas».

Sobre o atual Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN), o também presidente da Câmara de Coimbra afirmou que «a parte que correu bem» derivou do facto de as autoridades de gestão incluírem representantes dos municípios portugueses.

«Se virmos o grau de execução dos vários quadros comunitários de apoio, as autarquias são as melhores executoras», referiu Manuel Machado.

Metro Mondego entre 15 projetos ferroviários escolhidos por grupo de trabalho

O recomeço das obras do metro do Mondego figura entre os 15 projetos de natureza ferroviária mais valorizados pelo grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor, segundo o relatório a que a Lusa teve acesso esta terça-feira.

Previsto para a cidade de Coimbra e Ramal da Lousã, o metro surge em 15º lugar, com um primeiro investimento previsível de 160 milhões de euros, numa lista de 30 projetos de mobilidade ferroviária «elegíveis para incentivos comunitários» e selecionados pelo grupo de trabalho criado pelo Governo.

O prazo apontado para a sua concretização é o período de 2016 a 2020.

Trata-se de um conjunto de projetos que «apresentam potencial para obtenção de uma taxa de comparticipação maior ou igual a 80 %», segundo o relatório entregue na segunda-feira ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

A inclusão do metro do Mondego na lista dos projetos de natureza ferroviária que o grupo de trabalho considerou prioritários para o período 2014-2020 foi confirmada à Lusa pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC).

«Não há dúvida nenhuma», disse Pedro Saraiva, congratulando-se com o que considerou «uma boa notícia» para a Região Centro.