O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, fez esta quarta-feira um balanço positivo do programa do Governo «Impulso Jovem», referindo que este permitiu a integração de mais de 8 mil jovens no mercado de trabalho.

«Estamos a falar de um total de mais de 8 mil jovens que foram integrados no mercado de trabalho. Com estes números, podemos dizer que os objetivos do 'Impulso Jovem' não foram desiludidos pela sua execução no terreno», declarou Pedro Passos Coelho, na abertura de um seminário sobre programas de apoio ao emprego e à formação dos jovens, na delegação de Lisboa do Instituto Português da Juventude.

O chefe do executivo PSD/CDS-PP apontou o desemprego como a «maior prioridade política no país», sustentou que «foram, de facto, os desempregados quem mais sofreu com esta crise» e defendeu que é preciso «continuar a estruturar um mercado de trabalho ágil e aberto, que conceda aos que decidiram emigrar a opção de regressar e de assim poderem dar o seu contributo à recuperação económica do país».

Segundo Passos Coelho, concluído o «Impulso Jovem», o Governo pretende começar a executar em janeiro o novo programa da União Europeia «Garantia Jovem», com a ambição de dar em 2014 e 2015 «mais de 300 mil respostas concretas» aos jovens portugueses.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro falou dos «milhares de jovens portugueses que não estão empregados, mas que também não procuram formalmente emprego» e dos «que abandonaram precocemente os seus estudos e não estão a frequentar programas de aprendizagem ou de formação profissional».

«São eles os mais vulneráveis, são eles quem mais solicita o desenho de políticas inteligentes e inovadoras. É verdade que no ano que agora está a terminar conseguimos reduzir em cerca de 15 mil o número de jovens nesta situação, mas ainda estamos a falar de largas dezenas de milhares de pessoas que merecem uma oportunidade», considerou.

Relativamente ao «Impulso Jovem», Passos Coelho mencionou este programa lançado em 2012 para vigorar até ao final de 2013 abrangeu, até novembro deste ano, «um total de 90 mil jovens» e que, «segundo avaliações recentes, 67 por cento dos jovens que são abrangidos por estes estágios conseguem entrar para o mercado de trabalho num espaço de três meses após a sua conclusão».

O novo programa «Garantia Jovem» tem como objetivo assegurar a todos os jovens até aos 25 anos ofertas de emprego ou formação no prazo de quatro meses após ficarem em situação de desemprego ou concluírem o ensino, referiu.

O Governo decidiu «estender o programa até aos 30 anos de idade, o que aliás acabou por ser corrigido no 'Impulso Jovem'», assinalou.

O executivo pretende criar «incentivos de regresso à escola», tendo em conta os «índices inaceitáveis de abandono escolar e qualificações escolares médias muito baixas» nacionais.

«Vamos garantir condições para o cumprimento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano ou até aos 18 anos», disse. «A educação e formação de adultos, a desenvolver pelas escolas e pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, permitirá a aquisição de uma certificação escolar de nível secundário e uma certificação profissional», acrescentou.