A nova Política Agrícola Comum (PAC) vai «simplificar» os apoios aos pequenos agricultores e retirar a «teia burocrática» que estes enfrentavam, destacou o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva.

«Houve um grande esforço de simplificação de tudo o que está ligado aos pequenos agricultores, no âmbito do 1.º pilar da PAC, que tem a ver com as ajudas diretas e que entra em vigor a partir de 01 de janeiro de 2015», disse.

Segundo o governante, o objetivo é «retirar de cima dos pequenos agricultores a teia burocrática grande» que enfrentavam e «simplificar todos os pagamentos e apoios», entre outras vertentes.

«E dá-se também fôlego às iniciativas LEADER, que têm caráter local, acabando por estar relacionadas com as explorações agrícolas», acrescentou.

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural falava à agência Lusa em Évora, depois de participar no seminário «Agricultura Familiar e Sustentabilidade dos Territórios Rurais», na universidade local.

Alertando tratar-se de um conceito vasto, Francisco Gomes da Silva afirmou que «a agricultura familiar não se esgota na pequena agricultura», pois, abrange, igualmente, «grandes explorações».

«Hoje em dia, quase toda a agricultura portuguesa é agricultura familiar¿, embora o país tenha uma grande diversidade de explorações agrícolas, e a nova PAC pretende simplificar» a vida de «todos os agricultores», sublinhou.

«Houve uma preocupação grande, não só dentro da PAC, mas também no Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020, para adequar os instrumentos e subir os níveis de apoio», por forma a mostrar que «a agricultura é importante para o país e que não podemos descuidá-la», disse.

O seminário em Évora inseriu-se nas comemorações do Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF), decretado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Segundo a FAO, a agricultura familiar inclui todas as atividades agrícolas de base familiar (operadas por uma família e predominantemente dependente de mão-de-obra familiar) e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural.

O secretário de Estado afirmou que um dos grandes desafios deste ano internacional passa por ¿ficar a conhecer melhor¿ o que é a agricultura familiar em Portugal, para melhor direcionar os instrumentos de política pública para o setor.

O seminário na cidade alentejana foi da responsabilidade da Associação Portuguesa de Economia Agrária, Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional, Direção Regional da Agricultura e Pescas do Alentejo, Federação Minha Terra e da Animar, como escreve a Lusa.