A SATA informou esta quarta-feira que a adesão à greve convocada por um sindicato, que arrancou à meia-noite, é de 32% na Terceira e de «zero» nas restantes ilhas, provocando alguns atrasos em voos que não superam os 40 minutos.

Estes números são diferentes daqueles que já divulgou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), que assegurou que a adesão à greve ronda os 100%, tendo até agora provocado atrasos de até uma hora em voos no arquipélago.

Fonte oficial da companhia aérea dos Açores disse à Lusa que, até às 12:00 (13:00 em Lisboa), a paralisação convocada pelo SINTAC, que representa pessoal de terra, só teve adesão numa ilha, a Terceira.

Nas outras ilhas onde o SINTAC tem também associados (Faial e Santa Maria) não há trabalhadores a fazer greve, acrescentou Luís Filipe Cabral, assessor de imprensa da SATA.

«Os voos estão a realizar-se todos, embora com alguns atrasos» que, no máximo, alcançaram os 40 minutos, acrescentou.

Para minimizar os efeitos da greve, a empresa refez os horários dos voos, que foram organizados de forma a que a paralisação tenha "o menor impacto possível nos passageiros", explicou.

Já segundo o SINTAC, registaram-se atrasos em todos os voos assistidos por pessoal de terra afeto ao SINTAC, com especial incidência nos aeroportos da Terceira, Faial e Santa Maria, as ilhas onde o sindicato tem mais filiados.

Na origem desta greve está um acordo assinado entre a administração da SATA e a plataforma de sindicatos da empresa em 2013, que visou compensar os trabalhadores da companhia aérea regional pelos cortes salariais do Orçamento do Estado, em troco de maior produtividade.

Os associados do SINTAC - que quando o acordo foi assinado não integrava a plataforma sindical - rejeitaram, porém, o entendimento, que consideram ilegal, e reivindicam a aplicação na SATA do mesmo entendimento assinado na TAP.