O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, garantiu esta sexta-feira que o Governo ainda não tomou qualquer decisão sobre a forma de saída do atual resgate, se opta ou não por pedir um programa cautelar.

Durante uma audição no Parlamento, na comissão parlamentar que acompanha a implementação das medidas do programa de ajustamento, Paulo Portas deu o exemplo da Irlanda para dizer que ainda é cedo e reafirmar que não há ainda qualquer preferência do lado do Governo.

«O Governo não tomou qualquer decisão sobre se a saída de Portugal do programa deverá ter uma linha de crédito, que é um seguro cautelar ou se não precisa disso. Não tomámos essa decisão nem temos qualquer preferência», afirmou, citado pela Lusa.

Paulo Portas disse que é preciso cumprir primeiro as avaliações que faltam para terminar o programa (nesta altura faltam duas) e aí fazer uma avaliação da situação nos mercados de dívida e conversar com os parceiros de Portugal.

Ainda assim, Paulo Portas sinalizou de forma indireta que, independentemente da forma de saída do programa que termina em maio, o ajustamento terá de continuar uma vez que Portugal vai estar enquadrado nas obrigações do tratado orçamental europeu.

«Com ou sem linha de crédito cautelar, Portugal vive no quadro do tratado orçamental, das suas obrigações», disse.

O governante aproveitou ainda para lançar algumas farpas aos que disseram publicamente que era necessário um segundo resgate, dizendo que estes tinham pouca confiança no país.