A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública exigiu esta quinta-feira a marcação de um processo negocial para reposição dos cortes nos salários e pensões aplicados desde 2011 e aprovou a marcação de uma manifestação para dia 14 de março.

«O que disse o Tribunal Constitucional é que os cortes eram temporários, enquanto durasse a ajuda financeira. Está em maio a chegar o fim dessa ajuda, portanto os cortes têm que ser repostos, ainda por cima quando o Governo diz que está em muito boa saúde», disse a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila em conferência de imprensa, depois de uma cimeira na qual foi aprovada uma resolução pela demissão do Governo e mudança de políticas, escreve a Lusa.

Assim, a estrutura sindical exige que o Governo proceda à marcação de um processo negocial com vista «à fixação de um calendários de reposição de todos os montantes resultantes dos cortes nos salários e pensões aos trabalhadores e aposentados da administração pública desde 2011».

A Frente Comum pretende também o fim da sobretaxa fiscal de 3,5% e a devolução de «todos os montantes resultantes dos cortes nas pensões desde 2001», bem como o fim da CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade) e a «devolução de todos os montantes retirados a este título desde 2011».

A Frente Comum decidiu ainda a participação e mobilização na ação de luta da CGTP da próxima semana (dia 27) e a marcação de uma manifestação em Lisboa, dia 14 de março.

A ação partirá do Príncipe Real até à Assembleia da República, passando pelo Tribunal Constitucional, em defesa da Constituição, pelo fim dos cortes e reposição dos montantes «roubados» e contra o aumento do horário de trabalho das 35 para as 40 horas.

«Esperamos que tenha uma grande mobilização porque a primeira exigência que temos é a demissão deste Governo», sublinhou a sindicalista.