O Fundo Monetário Internacional (FMI) volta a reconhecer que Portugal devia ter tido mais tempo para aplicar o programa da troika.

Hoje em Bruxelas, a diretora do FMI, Christine Lagarde, reconheceu os «erros» da instituição no cálculo dos efeitos da austeridade.

A diretora explicou que, «tradicionalmente, porque havia poucos estudos sobre a questão, visávamos um quociente multiplicador de 1%. Ora, com a análise da situação e dos factos, apercebemo-nos de que o quociente estava mais perto de 1,7% do que de 1%».

«Nós dissemos, porque também é honra do FMI reconhecer os seus erros quando os comete. Não teríamos modificado a substancia do programa que foi desenhado na altura, mas claramente, o que teria resultado, não só para a Grécia, mas também para outros países teria sido o reexame do espaço de tempo no qual os programas foram aplicados», disse Lagarde.

«O FMI não reviu o seu relatório, mas foi o primeiro a dizer: atenção, é demasiada consolidação orçamental, demasiado rápido, é preciso dar mais tempo ao tempo».

Quer à Grécia, quer a Portugal, quer à Espanha (que não tinha programa), dissemos a mesma coisa», concluiu a responsável.