Notícia atualizada

Centenas de trabalhadores do setor privado e do Setor empresarial do Estado iniciaram esta quinta-feira, pelas 15:00, uma marcha de protesto promovida pela CGTP que segue rumo à Assembleia da República para pedir a demissão do executivo de Passos Coelho.

«Existem soluções, queremos eleições» e a «Segurança Social é nossa, não é do capital» são algumas das palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, que vieram de vários pontos do país para Lisboa para participarem nesta manifestação nacional.

A canção «Grândola, Vila Morena» deu o mote a milhares de funcionários públicos para iniciarem um desfile de protesto que saiu pouco depois das 15:00 do Marquês de Pombal em direção ao Parlamento.

Palavras de ordem como «É só mais um empurrão e o Governo vai ao chão», «Sem contratação, não há democracia» e «Existe solução, queremos eleições» dão a conhecer os motivos desta ação de luta promovida pela CGTP, em Lisboa.

As elevadas temperaturas que se fazem sentir nas ruas por onde passa o desfile não retiram ânimo aos manifestantes que gritam bem alto as razões do seu protesto, chamando a atenção dos transeuntes e comerciantes da zona que param para os ver passar, como reporta a Lusa.

As bandeiras vermelhas e brancas das estruturas sindicais da administração pública filiadas na CGTP e alguns bombos e apitos dão um toque festivo ao desfile.

A central sindical escolheu esta data para o protesto para mostrar ao Governo e à maioria parlamentar o repúdio dos trabalhadores relativamente às propostas de lei que deverão ser hoje aprovadas na Assembleia da República.

A Inter Reformados, afeta à CGTP, vai juntar-se ao protesto a meio do percurso, antes da concentração junto ao parlamento.

A CGTP convocou esta ação de protesto para contestar as políticas do Governo em geral e as alterações ao Código do Trabalho que deverão ser aprovadas no parlamento.

A central sindical escolheu esta data para o protesto para mostrar ao Governo e à maioria parlamentar o repúdio dos trabalhadores relativamente às propostas de lei que deverão ser hoje aprovadas na Assembleia da República.

Uma das propostas prevê o prolongamento do período para a redução do pagamento do trabalho extraordinário, enquanto a outra reduz os prazos de caducidade e de sobrevigência das convenções coletivas de trabalho.

A manifestação da CGTP pretende ainda reafirmar o repúdio pelas políticas sociais e económicas do Governo e revindicar a demissão do executivo de Passos Coelho.

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, encerrará a manifestação, em São Bento, com uma intervenção politico-sindical e poderá anunciar uma nova ação de luta para dia 25, data em que deverão ser aprovados novos cortes para função pública, como reporta a Lusa.