Os processos de despedimento coletivo concluídos atingiram 4.808 trabalhadores até maio, o que representa uma média de 32 despedimentos por dia e um aumento de 46,9% face a igual período de 2012.

Segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), o número de empresas que recorreram ao despedimento coletivo aumentou também 30% até maio (de 387 para 482).

Ainda assim as empresas conseguiram «segurar» 238 postos de trabalho nestes primeiros cinco meses do ano, em relação aos 5.046 estimados no início dos respetivos processos de despedimento coletivo.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo foi a região mais afetada por estes processos, com 248 empresas a dispensar funcionários por despedimento coletivo, num total de 2.559 trabalhadores, seguindo-se o Norte, com 167 empresas e 1.597 despedimentos.

O Centro foi a terceira região mais afetada pelos despedimentos coletivos, com 58 empresas e 356 trabalhadores despedidos.

Os dados da DGERT referem-se apenas a Portugal continental.

Por tipo de empresas, os processos foram maioritariamente abertos por micro e pequenas empresas (376), que resultaram em 2.126 despedimentos, seguidas das médias (105) e grandes (22).

No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.

Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.

Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.

No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo um total de 1.129 empresas, tendo sido despedidos 10.488 trabalhadores, escreve a agência Lusa.