A taxa de desemprego em Portugal caiu duas décimas em junho face a maio, para 17,4%, revelam dados do Eurostat publicados esta quarta-feira.

De acordo com o gabinete de estatísticas da União Europeia, no mês passado havia 923 mil desempregados no nosso país, menos 9 mil que no mês anterior.

Os sindicatos já reagiram. A UGT diz que pode ser um bom sinal. Já a CGTP aponta que esta queda do desemprego é meramente sazonal.

O ministro da tutela contesta: Mota Soares diz que é um sinal positivo e que os dados já estão corrigidos da sazonalidade.

A taxa nacional continua a ser a terceira mais alta da UE, atrás apenas da Grécia, onde a taxa era de 26,9% em abril, o último mês com dados disponíveis, e da vizinha Espanha, com 26,3%.

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a taxa subiu ainda 1,8 pontos percentuais (em junho de 2012 era de 15,8%) e o número de desempregados ainda está 62 mil pessoas acima do homólogo.

O Eurostat revela ainda que entre os jovens, até aos 25 anos, há 164 mil desempregados, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 41%. Face ao mês anterior nota-se uma descida de nove décimas na taxa e de 6 mil pessoas no número de desempregados.

Mais uma vez, a comparação homóloga permanece negativa, já que em junho do ano passado a taxa de desemprego jovem era de 39,1%. No que toca ao número de jovens sem trabalho, no entanto, no ano passado havia mais 7 mil desempregados.

Na análise por género, a taxa desceu três décimas face a maio para 17,5% entre os homens e uma décima para 17,3% entre as mulheres.

Taxa estável na UE

No conjunto da Zona Euro, a taxa permaneceu estável nos 12,1% e na União Europeia desceu uma décima para 10,9%. Também aqui, na comparação homóloga se nota um aumento, já que as respetivas taxas de desemprego eram, em junho de 2012, de 11,4 e 10,5%.

As estimativas do Eurostat apontam para a existência de 26,424 milhões de desempregados na União, dos quais 19,266 milhões na área do euro. Face a maio, registaram-se quedas de 32 mil e 24 mil pessoas, respetivamente.

Os números levaram a Comissão Europeia a reforçar o apelo aos Estados membros para que tomem medidas que combatam o «terrivelmente elevado» desemprego.

As taxas de desemprego mais baixas registaram-se na Áustria (4,6%), Alemanha (5,4%) e Luxemburgo (5,7%). Chipre, Grécia e Eslovénia registaram as maiores subidas de desemprego.