A diretora-geral do Tesouro e Finanças demissionária, Elsa Roncon dos Santos, rejeitou esta terça-feira no parlamento a existência «divergências» com a ex-secretária de Estado do Tesouro e atual ministra das Finanças, invocando «unicamente motivos pessoais» para a saída.

«Pedi a minha cessação de funções e não há qualquer divergência entre a Direção-Geral do Tesouro e Finanças e a então secretária de Estado e atual ministra das Finanças [Maria Luís Albuquerque]», afirmou Elsa Roncon dos Santos, que está a ser ouvida na Comissão Parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro por Empresas do Setor Público, denominados Swap.

Questionada pelo deputado do PCP Paulo Sá sobre a existência de «divergências» coma a atual ministra das Finanças, a diretora-geral garantiu que «efetivamente a minha cessação de funções limita-se unicamente a motivos pessoais».

Elsa Roncon dos Santos, afirmou hoje no parlamento que apresentou o pedido de demissão a 01 de julho ao então ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Elsa Roncon dos Santos estava à frente da Direção-Geral do Tesouro e Finanças desde agosto de 2011.

Antes de ser questionada sobre as razões da sua saída pelo deputado do PS Filipe Neto Brandão, a diretora-geral demissionária havia dado conta das «graves limitações de meios» da DGTF, realçando «o esforço dos funcionários, em particular os que integram a área do Setor Empresarial do Estado».

O jornal Correio da Manhã avançou hoje que Elsa Roncon dos Santos apresentou a sua demissão à ministra, mas aceitou continuar à frente da Direção-Geral do Tesouro até que seja designado um substituto.

Fonte oficial do Ministério confirmou hoje à Lusa que a diretora-geral do Tesouro pediu para cessar funções, que o pedido foi aceite, e que Elsa Roncon dos Santos irá manter-se no cargo enquanto durar o concurso para a sua substituição.