O défice das Administrações Públicas situou-se nos 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos primeiros seis meses do ano passado tinha sido de 7,8%.

Em termos absolutos, o défice ascendeu a 5.700,2 milhões de euros.

O INE destaca «a revisão da dívida em 194 milhões de euros da administração regional da Madeira em 2012, em grande medida associada à reclassificação de uma empresa pública no sector das Administrações Públicas». Tudo porque, «com a alteração das condições económicas e financeiras desta entidade", as regras de Bruxelas obrigam à sua contabilização.

Já o défice da região foi revisto em alta no valor de 72 milhões, devido à «alteração de registo de uma operação de redução de juros de mora».

Apesar disso, o défice das administrações públicas rondará os 5,5% do PIB no conjunto de 2013, de acordo com a segunda notificação de 2013 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos enviada pelo INE ao Eurostat.

Recorde-se que a meta de défice para este ano, acordada com a troika, é precisamente de 5,5%, depois de esta ter sido revista em março de 4,5 para 5,5%.

No documento, o INE revela que o défice se situará nos 9.084 milhões de euros, quando o PIB, a preços de mercado, está calculado nos 165.379 milhões de euros.

O valor representa uma clara descida face aos 6,4% estimados para 2012. Em 2011, a leitura final do INE revela que o défice se ficou pelos 4,3%.

No que se refere à dívida das administrações públicas, o reporte do INE aponta para os 127,8% do PIB, acima dos 124,1% do ano passado.

Em março, a estimativa de dívida pública apontava para os 122,4% do PIB. Ou seja, em seis meses a previsão para a dívida subiu 10,2 mil milhões de euros.