O Citigroup acredita que Portugal deverá necessitar de um segundo resgate internacional a partir de meados do ano que vem, altura em que termina o atual programa de assistência da troika.

Numa nota de análise conhecida esta terça-feira, o Citigroup escreve que, a seu ver, Portugal não conseguirá regressar plenamente aos mercados da dívida pública nos próximos meses.



«Consideramos a posição de Portugal muito mais fraca do que a da Irlanda, dado o estágio menos desenvolvido das reformas estruturais, a contração do PIB, o elevado rácio de dívida pública sobre o PIB, e uma situação política mais incerta», refere o banco.

«Duvidamos que Portugal seja capaz de regressar plenamente aos mercados nos próximos meses, sugerindo que poderá ser necessário um programa de assistência financeira mais abrangente a partir de meados de 2014», acrescenta.

O «programa de assistência financeira mais abrangente» a que o Citi se refere contraria as declarações que têm sido feitas pelo Governo, segundo o qual o país precisaria apenas de um «programa cautelar», uma espécie de seguro para assistir Portugal no regresso aos mercados, que deveria acontecer no ano que vem.