A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reduziu 500 trabalhadores em 2013 em Portugal, disse esta sexta-feira o presidente executivo do banco público, José de Matos, destacando que este processo de emagrecimento decorreu sem recurso a despedimentos.

CGD agrava prejuízos para 576 ME em 2013

«Fechamos 60 agências e reduzimos 500 pessoas sem qualquer despedimento», disse hoje José de Matos na apresentação dos resultados da CGD de 2013, em que registou prejuízos históricos de 575,8 milhões de euros.

O responsável destacou que a instituição que lidera tem feito o trabalho de emagrecimento da estrutura e de maior eficiência dos recursos «sem quaisquer despedimentos», o que considera «muito importante».

José de Matos disse ainda que com estas saídas, a CGD segue bem avançada no plano de reestruturação acordado com Bruxelas e que tem de cumprir até 2017.

A CGD tinha no final do ano passado 9.890 trabalhadores em Portugal e 766 balcões.

«Tivemos cuidado de falar nas restrições de não fechar balcões em sedes de concelho, de manter a cobertura do território, temos objetivos de eficiência sem deixar atender às exigências caráter de social importantes», afirmou o presidente executivo sobre as conversas com Bruxelas, por causa do programa de reestruturação.

Em 2012, já tinham saído 105 trabalhadores da CGD em Portugal, tendo chegado ao final desse ano com 9.404 pessoas. Já nas atividades no exterior, as saídas foram superiores, de 226 pessoas, para o que contribuiu a reestruturação que a CGD está a fazer na operação em Espanha.

No total, a CGD tinha 22.874 trabalhadores a 31 de dezembro de 2012, menos 331 do que há um ano atrás.

Em 2013, os resultados consolidados da CGD indicam que os custos operativos subiram 3,3% face a 2012 para 1.394 milhões de euros, com os custos com pessoal a aumentarem 7,9% para 792,9 milhões de euros.