A rentabilidade dos últimos 12 meses do Fundo de Certificados de Reforma (FCR) recuou para os 2,68% em novembro, segundo o folheto informativo mensal do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS).

Trata-se de uma descida face aos 3,48% divulgados na comunicação relativa a outubro.

A 10 de dezembro, a rentabilidade dos últimos 12 meses do FCR fixou-se nos 2,68%, com o valor da carteira do fundo dos certificados de reforma a rondar os 29,1 milhões de euros.

O desempenho menos positivo dos chamados 'PPR do Estado' em novembro explica-se sobretudo pelo decréscimo das rentabilidades associadas a ativos de dívida da OCDE (que baixou para 1,11%) e das ações (que reduziu para 13,58%).

As rentabilidades relativas à dívida pública portuguesa, com um peso atualmente de 25,57% na carteira, apresentou uma rentabilidade também positiva de 1,99%, superior à conseguida no mês anterior, de 1,85%.

Os certificados de reforma do setor público, que entraram em vigor em março de 2008, são um mecanismo de fomento à poupança e que visa permitir aos subscritores ter uma pensão mais elevada na altura da reforma.

O instrumento, previsto na Lei de Bases da Segurança Social, é um regime de capitalização, de adesão individual e voluntária, cuja organização e gestão é da responsabilidade do Estado.

As contribuições de cada aderente são depositadas na sua conta, convertendo-se em certificados de reforma, e integram um fundo autónomo, gerido pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social.

O trabalhador inscrito na Segurança Social pode optar por descontar 2% ou 4% da remuneração média ou 6% para os aderentes com 50 ou mais anos.