O Banco BPI não tem qualquer exposição às holdings do Grupo Espírito Santo (GES), garantiu esta quarta-feira o presidente, Fernando Ulrich, revelando que a exposição que tem a empresas do GES, que não as holding, não são motivo de preocupação.

«Relativamente à exposição às holdings Espírito Santo Financial Group (ESFG), Rio Forte e Espírito Santo Internacional (ESI), o BPI não tem nenhuma exposição», avançou o banqueiro, acrescentando que «relativamente a empresas industriais, da saúde ou do turismo, o banco tem alguma exposição, relativamente pequena».

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Esta exposição deriva de financiamento concedido a entidades como a Espírito Santo Turismo, Espírito Santo Saúde ou o grupo hoteleiro Tivoli, mas Ulrich salientou que estes créditos não inspiram «nenhuma preocupação» à gestão do BPI.

E reforçou: «Estas empresas que não inspiram especiais cuidados. Não contamos ter nenhuma perca em nenhuma desta exposição creditícia».

A ESI e a Rio Forte avançaram recentemente com pedidos de gestão controlada no Luxemburgo, país onde têm as suas sedes, dada a impossibilidade de cumprirem os compromissos financeiros assumidos, nomeadamente, no que toca a dívida emitida e cujas maturidades já foram atingidas.

Ulrich prestou estas declarações aos jornalistas no decorrer da conferência de apresentação dos resultados semestrais do BPI.