O secretário-geral do PS, António José Seguro, pediu esta quinta-feira um «esclarecimento cabal» da situação do BES para evitar «efeito contágio», defendendo que o Banco de Portugal e a CMVM venham dar «explicações públicas» sobre aquilo que está a acontecer.

No final de uma visita ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos e de uma receção na Câmara de Cabeceiras de Basto, António José Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre a situação do BES, reiterando que «não pode haver mais surpresas no sistema bancário nacional como houve com o BPN e com o BPP» e que «não podem ser os portugueses a ser aqueles que vão desembolsar mais dinheiro para cobrir prejuízos do setor privado».

«É preciso haver um esclarecimento cabal da situação para que não exista este efeito contágio porque neste momento o nosso país está outra vez sob observação dos mercados financeiros, sob observação externa, depois dos sacrifícios enormes que os portugueses fizeram. Tem que haver esclarecimento, tem que haver transparência, tem que haver verdade».

texto> Marques Guedes também falou sobre a crise no Espírito Santono final do Conselho de Ministros.

Na opinião do líder socialista, este esclarecimento tem que vir «das instituições que são responsáveis pela supervisão e pela regulação», considerando que «é muito importante que o Banco de Portugal e a CMVM venham dar explicações públicas e venham esclarecer esta situação».

«É necessário que o país saiba como é que se chegou a esta situação. O que é que está a acontecer e o que é que aconteceu durante os últimos anos para se chegar a esta situação», enfatizou.

Seguro manifestou-se muito preocupado quando há agências que «estão a diminuir o rating de outras empresas», sublinhando «um efeito contágio, designadamente com a Portugal Telecom».

«Eu disse que os esclarecimentos que o governador do Banco de Portugal me deu diminuíram as minhas preocupações no que diz respeito ao BES. Como sabe o BES é um banco. Mas há outros bancos, há o Grupo Espírito Santo, há relacionamentos a outros financeiros do nosso país», como acrescentou à Lusa.