A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou esta quinta-feira no Parlamento que, se o Novo Banco for vendido por um valor inferior ao empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução, caberá aos bancos pagar esse montante.

Esta quinta-feira, o presidente do BCE reagiu ao caso BES dizendo que as autoridades portuguesas agiram «rapidamente e de forma eficaz».

Maria Luís Albuquerque, que foi esta quinta-feira ouvida na comissão permanente da Assembleia da República a propósito do BES, disse que, «mesmo que o Fundo de Resolução esteja nas contas públicas por uma questão estatística, a responsabilidade pelas dívidas do Fundo de Resolução cabe ao sistema financeiro», escreve a Lusa.

A governante garantiu ainda que «o sistema financeiro no seu conjunto tem de pagar todo o montante que o Estado adiante [ao Fundo de Resolução], independentemente do montante ou do prazo da venda do Novo Banco».

Quanto à capacidade de os bancos reembolsarem este empréstimo, a ministra das Finanças disse que «o sistema financeiro português tem seguramente capacidade para resolver no seu seio um problema que aconteceu num banco».

Maria Luís Albuquerque afirmou ainda que o Estado não ficou com ações do Novo Banco porque não quis, defendendo que, desta forma, não poderá ser chamado a pagar eventuais prejuízos da instituição.

«Não queremos ficar com as ações de um banco para não ficar com o prejuízo. O Estado não é acionista do Novo Banco. O Estado não vai ser chamado a pagar eventuais prejuízos do Novo Banco», afirmou Maria Luís Albuquerque.

«Por isso, não temos garantias dadas na forma de ações nem queremos, porque não é assim que se defendem os contribuintes», disse ainda.

BES passa a chamar-se «Novo Banco»

Estado recebe juro de 2,95% do empréstimo ao Novo Banco