O BES Angola, o banco de Miami e o líbio Aman Bank ficam no 'bad bank', segundo a decisão do Banco de Portugal hoje conhecida, que atribui ainda a este veículo 10 milhões de euros para ajudar a administração na recuperação de ativos.

O presidente do 'banco bom' e o presidente do 'banco mau'

O Banco de Portugal tomou este domingo o controlo do BES e anunciou a sua separação num 'banco bom', denominado Novo Banco, e num 'banco mau' ('bad bank'), na prática um veículo que fica com os ativos tóxicos do BES e cuja gestão foi nomeada pelo supervisor e regulador bancário.

Em comunicado hoje emitido, o supervisor e regulador bancário dá conta do que fica no 'bad bank'.

Além da totalidade das ações do próprio BES, ficam neste veículo a participação maioritária que o BES tinha no BES Angola, o banco norte-americano Espirito Santo Bank e o banco líbio Aman Bank.

Ficam ainda no 'bad bank' os «direitos de crédito» do BES sobre as holdings do Grupo Espírito Santo, caso da Espírito Santo International, ou seja, fica neste veículo a exposição ao GES.

No entanto, refere o supervisor bancário que não ficam no 'bad bank' os «créditos sobre entidades incluídas no perímetro de supervisão consolidada do BES» e dos créditos sobre as seguradoras Tranquilidade, Tranquilidade-Vida, Esumédica, EuropAssistance e Seguros Logo, pelo que deverão passar para o Novo Banco.

O Banco de Portugal passou ainda para o 'bad bank' um total de 10 milhões de euros para «proceder às diligências necessárias à recuperação do valor dos seus ativos».

O 'bad bank', liderado por Máximo dos Santos, mantém o nome BES mas não tem licença bancária.