Os bancos voltaram a cortar o financiamento à economia em junho. Famílias e empresas viram diminuir os novos empréstimos.

No mês em causa, os bancos emprestaram 4,26 mil milhões de euros, menos 5,57% face ao mês anterior e menos 7,17% face ao mesmo mês do ano passado, revelam dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

Dos 4,26 mil milhões emprestados, apenas 506 milhões, ou 11,9%, foram emprestados a particulares. Face a maio, o crédito a famílias caiu 12,3%.

Dos 506 milhões entregues aos particulares, o crédito para outros fins, que inclui educação, energia, saúde e empresários por conta própria, absorveu 176 milhões de euros, o crédito ao consumo 172 milhões de euros e o crédito à habitação os restantes 158 milhões de euros.

Já o crédito às empresas ascendeu a 3,75 mil milhões em junho, menos 5% que em maio e menos 8,6% que em igual período do ano passado.

Foram sobretudo as pequenas e médias empresas (PME) que sentiram a quebra do financiamento. Os empréstimos até um milhão de euros recuaram 8,6% face ao mês anterior para 1,5 mil milhões de euros. Os empréstimos acima de um milhão também desceram, mas menos: 1,59% para 2,22 mil milhões de euros.