O indicador de clima económico em Portugal atingiu em abril o valor mais elevado desde outubro de 2010 e o indicador de atividade económica voltou a aumentar em março para o máximo desde agosto de 2010, divulgou esta terça-feira o INE, escreve a Lusa.

Segundo a síntese económica de conjuntura de abril hoje publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de clima económico «recuperou ligeiramente em abril, fixando o valor mais elevado desde outubro de 2010», enquanto o indicador de atividade económica «voltou a aumentar em março, atingindo o máximo desde agosto de 2010».

Em março, a informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP) revelou «uma diminuição homóloga da atividade económica nos serviços, na construção e obras públicas e na indústria».

Já o indicador quantitativo do consumo privado apresentou «um crescimento homólogo mais expressivo em março, refletindo o aumento do contributo positivo de ambas as componentes, sobretudo da componente de consumo duradouro».

No mês de março, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registou uma diminuição «ligeiramente mais acentuada, devido ao contributo positivo menos expressivo da componente de material de transporte».

Relativamente ao comércio internacional de bens, em termos nominais, as exportações e importações desaceleraram, registando variações homólogas de 1,7% e 6,0% em março (que comparam com 5,2% e 7,5% no mês anterior, respetivamente).

Segundo nota o INE, não considerando médias móveis de três meses, as exportações nominais de bens registaram uma redução homóloga de 1,3% em março.

Em abril, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma queda homóloga mensal de 0,1% (-0,4% em março), apresentando taxas de -1,0% na componente de bens (-0,8% nos dois meses anteriores) e de 1,0% na de serviços, mais 0,8 pontos percentuais (p.p.) do que em março.

A taxa de variação homóloga mensal do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) manteve-se idêntica à do IPC nos últimos cinco meses e inferior em 0,8 p.p. à da área euro em abril (inferior em 0,9 p.p. em março).

A síntese do INE reporta ainda uma taxa de desemprego de 15,1% no primeiro trimestre (15,3% no trimestre anterior) e variações homólogas de 1,7% e 3,2% (0,7% e 1,9% no quarto trimestre) no emprego total e no emprego por conta de outrem, respetivamente.

Em Portugal, de acordo com a estimativa rápida, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento homólogo em volume de 1,2% de janeiro a março, após a variação de 1,5% no quarto trimestre de 2013, enquanto a variação em cadeia foi -0,7% no primeiro trimestre (0,5% no último trimestre de 2013).

Em termos homólogos, a população ativa diminuiu 1,3% até março (variação de -1,1% no último trimestre de 2013).

Na área euro (AE), os indicadores de sentimento económico e de confiança dos consumidores voltaram a aumentar em abril, tendo os preços das matérias-primas e do petróleo apresentado variações em cadeia de 1,2% e 0,3% (3,7% e -2,5% em março), respetivamente.