A câmara de Gaia assinou esta sexta-feira protocolos com empresas que estão a instalar-se ou a ampliar ação neste concelho, estimando a criação de 350 a 400 postos de trabalho e um investimento a rondar os 30 milhões de euros.

«A câmara de Gaia criou no início de 2014, um programa de incentivos a empresas. Acredito que a região tem de ter uma visão integrada e planeada de desenvolvimento, o que não é incompatível com os municípios criarem instrumentos para cativar investimentos», disse o presidente da câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.

Hoje foram assinados protocolos entre a autarquia e oito empresas, entre as quais a Conforama (mobiliário), unidade hoteleira a nascer na escarpa da Serra do Pilar, La Perla (vestuário), Sodiavintes Supermercados que se materializará numa unidade comercial da Pingo Doce, uma farmácia, a Grandvision Supply Chain (fabricante de produtos ópticos), Jaba Ibéria (serviço de traduções) Procalçado (setor de têxtil e calçado).

No total é previsível que estas empresas venham a criar entre 350 a 400 novos postos de trabalho e a investir cerca de 30 milhões de euros, sendo que de acordo com informação veiculada após a sessão «em breve» serão assinados protocolos com mais três empresas: a Alfa Turbo, que pretende ocupar «oito hectares de terreno em Gaia», a Brico Depot, «que já está a recrutar trabalhadores e estabelecerá parceria com a autarquia numa segunda fase», e a Pampilar, cujo processo «não está totalmente fechado».

Durante a cerimónia, Vítor Rodrigues disse que o projeto «Via Verde para o Emprego», que visa visando garantir que cada processo que dá entrada na câmara em matéria de empregabilidade e investimento fique resolvido em pouco tempo, «está praticamente concluído»,como cita a Lusa.

O autarca enumerou, ainda, como possíveis benefícios fiscais para estas empresas taxas de licenciamento, de resíduos sólidos, publicidade e derrama.

«Reconheço que não é com este pacote que conseguimos decidir em absoluto a localização de uma empresa, mas é mais um atrativo», disse o autarca, já à margem da cerimónia, reconhecendo, porém questão das taxas ainda carece de afinações, estando essa «fechada em provavelmente em setembro».

Durante a cerimónia, Eduardo Vítor Rodrigues enalteceu empresas que investem e arriscam em períodos de «contraciclo», deixando no ar a possibilidade de em breve vir a conhecer-se uma novidade ao nível da antiga Cerâmica de Valadares.

«A La Perla vai ocupar parte das instalações da antiga Cerâmica de Valadares mas se calhar vai ter de dividir o espaço», disse Vítor Rodrigues durante o seu discurso.

Já à margem, o autarca preferiu não adiantar pormenores, mas falou em reuniões com a comissão de credores desta empresa e avançou com o final do mês para que haja fumo branco sobre este tema.

O «Jornal de Negócios» noticiou, em fevereiro, que o administrador de insolvência da Cerâmica de Valadares entregou o relatório sobre a empresa e que se confirma «o pior: admitindo não ter encontrado um investidor, propõe a liquidação da empresa». A comissão de credores é presidida pelo BCP.

Mais de 200 pessoas perderam o trabalho com a paragem da Cerâmica de Valadares, empresa de Gaia com quase um século de história e com um enorme edifício numa rua a que dá nome, estando à espera de novidades desde que a insolvência foi declarada a 26 de setembro de 2012.