Muitas pessoas continuam a pensar em uma mudança de vida e, por vezes, a opção por um negócio que já existe, que tem uma marca, em uma área que sempre ambicionaram pode se a solução, desde que tenhamos capital ou sejam ajudados em essa tarefa.

O franchising - um modelo de desenvolvimento de negócios em parceria, através do qual uma empresa, com um formato de negócio já testado, concede a outra empresa o direito de utilizar a sua marca, explorar os seus produtos ou serviços, bem como o respectivo modelo de gestão, mediante uma contrapartida financeira - pode ser um caminho para atingir o seu objetivo. Em Portugal, a Expofranchise, que vai na sua 23ª edição, regressa à Altice Arena esta sexta e sábado. Se já pensou nesta hipótese talvez valha a pena ir dar uma vista de olhos, até porque a entrada é gratuita.

O responsável pela área de desenvolvimento de negócios do grupo IFE, Carlos Santos, que também participa na organização do evento, esteve no espaço da Economia 24 do “Diário da Manhã” da TVI.

Este é um tipo de negócio que está em crescimento em Portugal?

A atividade de franchising em Portugal representava, no ano passado, 2,84% do Produto Interno Bruto (PIB), com estas empresas, a darem emprego a 129.280 pessoas e a gerarem um volume de negócios de 5,5 mil milhões de euros.

Os dados constam do estudo Censo do Franchising 2017, realizado anualmente pelo grupo IFE, e demonstram também que os postos de trabalho, nas 610 empresas de franchising, existentes em 2017 no país, correspondiam a 2,72% do emprego nacional.

Em que áreas de negócio é que estes postos de trabalho são criados?

Tanto nas novas, como em todas as companhias existentes, predomina o setor dos serviços, seguindo-se o comércio e a restauração, tendência que se tem mantido ao longo dos últimos anos.

Acresce que, do total, 66% são marcas portuguesas, sendo as restantes estrangeiras, principalmente espanholas (que equivalem a 17,9% do total).

Há quem pense que ainda é caro, mas hoje conseguimos trabalhar em franchising por valores muito baixos de investimento?

Já não é assim. Podemos encontrar muitos negócios abaixo entre os mil e 25 mil euros de investimento inicial (quase 50% dos negócios que se encontram em Portugal em este regime). Se formos até aos 50 mil euros de investimento inicial são cerca de 70% das marcas que atuam no mercado.

O que é que as marcas valorizam na escolha do potencial tomador do franchising?

Em primeiro lugar o caráter empreendedor do fraqueado. Por vezes achamos que temos e não temos, esse perfil. As marcas são, cada vez mais, exigentes a fazer essa avaliação. Vamos expandir, mas com calma, escolhendo o parceiro certo.

No que toca à formação não há necessidade que a pessoa traga background na área em que a marca atua, porque a marca quer formá-la à sua medida. É preciso não esquecer que em um negócio destes, além da passagem dos direitos de utilização da marca e venda do produto ou serviço, há também a passagem do conhecimento, que está incluída nestes direitos de transmissão.

A banca está mais recetiva a financeira estes potenciais fraqueados?

Felizmente sim. Tivemos um período em que a banca desinvestiu em esta área, mas, felizmente, há dois, três anos, começaram a surgir novas soluções para este modelo de negócio.

Nada melhor que passar pela Expofranchise, entre hoje e amanhã, até porque a entrada é gratuita?

Sim. Tem a vantagem de ter a presença de marcas que, em termos de investimento, é o mais variado possível. Acresce a variedade de setores em mostra.