O mercado de ativos imobiliários em Portugal, nos mercados de retalho e escritórios, foi totalmente alimentado por investidores estrangeiros durante o primeiro trimestre deste ano, anunciou esta quinta-feira a JLL em comunicado.

De acordo com a consultora Jones Lang LaSalle (JLL), que menciona dados retirados do seu mais recente Market Pulse, o volume de investimento registado entre janeiro e março, de 28 milhões de euros, está «em rota de crescimento» e foi «exclusivamente assegurado por investidores de origem internacional».

Destes 28 milhões de euros de volume de investimento, segundo a JLL, 79% foram canalizados para o mercado de retalho e os restantes 21% concentram-se em escritórios, «embora este peso traduza a venda de um só edifício».

«Desde meados do ano passado que se tem assistido a um crescente interesse por parte dos investidores estrangeiros em adquirir ativos imobiliários em Portugal. Este interesse é muito diversificado, quer na sua proveniência, quer no tipo de produto que é procurado», nota o diretor-geral da JLL Portugal, Pedro Lancastre, citado no mesmo comunicado.

Pedro Lancastre adianta ainda que «o mercado imobiliário nacional está muito mais dinâmico e não é só no investimento», uma vez que «também a procura de escritórios revelou sinais de recuperação neste trimestre e no retalho a nota é igualmente de maior otimismo».

De acordo com o diretor-geral, esta dinamização deve-se à «recuperação dos indicadores económicos» e às «projeções positivas para a evolução da economia».

O comércio de rua é apontado como um dos alvos preferidos pelos investidores no mercado de retalho, com «as lojas arrendadas a marcas reconhecidas na Avenida da Liberdade e no Chiado a registarem uma procura bastante ativa».

«A procura por centros comerciais está também a reemergir, com uma tendência visível, para já, no aumento das posições dos atuais proprietários», acrescenta a JLL, exemplificando com as operações no CascaisShopping, no AlbufeiraShopping e Continente de Portimão.

A acrescentar ao volume dos 28 milhões de euros, a consultora destaca ainda «a crescente dinamização do investimento no mercado residencial, incluindo apartamentos turísticos e a compra de edifícios para reabilitar». «O programa dos 'Golden Visa' tem sido um dos principais impulsionadores deste mercado», sublinha.

Também o mercado de escritórios começa «a refletir a evolução positiva da conjuntura económica».

De acordo com a JLL, registou-se um aumento de 42% na absorção de 17.258 metros quadrados durante o primeiro trimestre, face ao período homólogo do ano passado. Destes 17.258 metros quadrados, 55% dizem respeito à entrada de novas empresas no mercado ou a expansões de área.