A Águas Públicas do Alentejo (AgdA), que é responsável pela recolha e tratamento de águas residuais urbanas em 21 municípios da região, anunciou esta sexta-feira que vai investir 34,8 milhões de euros em vários concelhos, até 2020.

“Até 2020, a AgdA irá dar continuidade ao plano de investimentos na área do saneamento de águas residuais, prevendo investir cerca de 34,8 milhões de euros em vários municípios”, revelou a empresa.


Contactada pela agência Lusa, fonte da AgdA explicou que este investimento, com apoios comunitários, engloba a execução de vários projetos, como a nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) em Beja.

“Esta nova ETAR vai tratar todos os efluentes da cidade de Beja, encaminhando-os para a Bacia do Guadiana e permitindo desativar a ETAR da Bacia do Sado”, disse.


A construção da nova ETAR de Montemor-o-Novo (Évora), para “substituir a antiga, que vai ser desativada”, é outra das obras a realizar, exemplificou a mesma fonte.

A AgdA, que iniciou a sua atividade em julho de 2010, integra 14 municípios do distrito de Beja, quatro do distrito de Évora e três do distrito de Setúbal.

A empresa faz a recolha e tratamento de águas residuais urbanas nestes 21 municípios através de 96 ETAR, 25 estações elevatórias e 116 quilómetros de coletores.

Nos cinco anos de atividade, revelou a empresa, foram investidos cerca 30 milhões de euros, com financiamento do Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT), tendo sido dado “particular ênfase aos investimentos na área do saneamento de águas residuais”.

Este investimento, segundo a AgdA, “permitiu aumentar os níveis de atendimento (número de pessoas servidas) na área do saneamento de águas residuais na região”.

Além disso, continuou, foi melhorado “o cumprimento dos parâmetros de descarga (49% em 2012, 64% em 2014 e acima dos 70% em 2015) com impacto positivo na qualidade da água no meio hídrico recetor”.

“Foi também possível adequar o tratamento das águas residuais em 18 ETAR que se encontravam em contencioso comunitário por incumprimento da Diretiva Águas Residuais Urbanas”, acrescentou.


A ETAR de Mértola, que faz descarga para o rio Guadiana, é um desses exemplos, estando agora assegurado “o tratamento adequado dos efluentes”, disse à Lusa fonte da empresa.

Outros exemplos são a ETAR de Vila Nova de Milfontes (Odemira), cuja descarga é feita para o mar, mas “agora já com os efluentes tratados”, e a ETAR de Alcácer do Sal, que vai “assegurar o adequado tratamento das águas residuais”, antes de seguirem para o Sado, contribuindo para “a melhoria da qualidade da água” do rio.

A AgdA resulta de uma parceria pública, que tem como acionistas o Estado, através da Águas de Portugal, que detém 51%, e os municípios, aos quais cabem os restantes 49%.