As autoridades que investigam o negócio entre a Oi e a PT suspeitam que os movimentos financeiros que terão facilitado as autorizações políticas necessárias ao acordo partiram das construtoras acionistas da operadora brasileira, depois de terem recebido parte do dinheiro devido pela PT, no valor de 1.200 milhões de euros.

A Polícia Federal procura desmontar a teia de um escândalo que é conhecido como Lava-Jato e que levou a investigações como o negócio luso-português.

O presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, é considerado a cabeça da operação que possibilitou o acordo entre a PT e a Oi em 2010, um negócio que necessitou de múltiplas autorizações políticas dos dois lados do Atlântico.

Segundo o Público, as autoridades têm procurado reunir provas, através de documentação, emails apreendidos e escutas telefónicas, para tentar estabelecer um padrão de estratégias.

O negócio parecia ser a combinação perfeita, mas transfigurou-se, seja pela diminuição do peso dos acionistas nacionais na Oi, seja pela venda da PT Portugal à Altice.

A PT pagou 3,75 mil milhões de euros para adquirir 23% da Oi. Deste valor, 1,2 mil milhões foram partilhados pelos acionistas.