Autoridade da Concorrência (AdC) está a fazer uma investigação a um distribuidor de gás de botija, disse hoje, no Parlamento, o presidente da entidade.

«A AdC está a conduzir uma investigação a um distribuir de gás engarrafados e está a investigar contratos e restrições verticais que existem nesses contratos entre o distribuidor e os seus revendedores de primeira linha», afirmou António Ferreira Gomes, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas.

O presidente da AdC, que respondia ao deputado do CDS-PP Hélder Amaral, escusou-se a adiantar mais pormenores, por se tratar de uma investigação em curso, mas salientou que a autoridade vai «tratar deste processo com a maior celeridade».

A 29 de janeiro, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, admitiu, no parlamento, a possibilidade de virem a ser definidos preços de referência para o gás de botija.

Na altura, o ministro recordou que o Governo tem o compromisso de, no âmbito do Orçamento do Estado, apresentar, em março, um estudo comparativo entre o gás natural e o gás de botija.

«Se o estudo comprovar uma discrepância de preços, admitimos que se possa, no âmbito das novas competências da Entidade Nacional do Mercado de Combustíveis, avançar para a definição de preços de referência», avançou Jorge Moreira da Silva.

O gás de botija é mais caro do que o gás natural.

O presidente da AdC, António Ferreira Gomes, está a ser ouvido no parlamento sobre a recomendação ao Governo relativa aos Custos de Manutenção ao Equilíbrio Contratual (CMEC) no setor elétrico, na sequência de um requerimento apresentado pelo PS.