O vice-primeiro-ministro Paulo Portas promete continuar atento «à promoção internacional» das empresas e, numa carta enviada à empresas, diz que conta com a AICEP para prosseguir com a agenda de internacionalização.

Na missiva, a que a Lusa teve acesso, Paulo Portas sublinha que vai assumir «responsabilidades no seio do Governo que incluem a coordenação das políticas económicas».

Nesse sentido, terá «uma perspetiva atenta à promoção internacional das empresas, disponível para ajudar na defesa dos interesses da economia nacional nos mercados externos e muito virada para o reforço do investimento», refere o governante, sublinhando que isso será feito «sempre em articulação com os ministérios setoriais».

O vice-primeiro-ministro, que tomou posse na quarta-feira, sublinha ainda «o muito importante papel que a AICEP [Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal] teve, tem e terá numa agenda de crescimento, investimento, internacionalização e exportações».

Na carta, de duas páginas e datada de 23 de julho, Paulo Portas aproveita para «manifestar o profundo respeito e admiração» pelas empresas exportadoras, «que têm sido um excelente motor da economia nacional».

Portas recorda que enquanto ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros tinha a tutela, em articulação com o ministério da Economia e do Emprego, da AICEP.

«Dediquei uma parte substancial da minha agenda à diplomacia económica e à promoção das empresas portuguesas nos mercados externos», refere.

Sublinha que a internacionalização da economia portuguesa «foi reforçada como prioridade política externa» e que se assume «hoje, de forma inquestionável e incontestada, como um dos seus eixos fundamentais».

Recorda que o período entre 2011 e 2012 foi marcado pelo crescimento das exportações e que nos primeiros quatro meses deste ano houve um aumento de 4,1% das vendas ao exterior. Número que «confirma a vitalidade» das empresas exportadoras portuguesas, acrescenta.

«O mérito do crescimento das exportações e do sucesso na internacionalização das empresas é, precisamente, das empresas», aponta ainda.

«Portugal precisa acelerar um ciclo de crescimento económico, à geração de riqueza e criação de emprego. Só desta forma conseguiremos resgatar o nosso futuro como país, assegurar a plena soberania de Portugal e garantir maior prosperidade para as gerações vindouras», adianta na carta enviada às empresas.

«Pela minha parte, neste momento exigente que o nosso país atravessa, empenhei-me em promover, acompanhar e ajudar as nossas exportações de bens e serviços e a internacionalização das nossas empresas, na convicção de que conquistando mais mercado lá fora, reforçamos a capacidade de garantir solidez e saúde económica no mercado interno».