O ministro das Finanças grego disse aos jornalistas que a Grécia não podia aceitar as medidas recessivas que advinham das exigências dos credores, e nem o governo helénico tem poder para as rejeitar. Esse poder, disse, pertence ao povo grego.

Varoufakis criticou os credores por tentar “arrastar” Atenas para as medidas que estavam em vigor no resgate, ao invés de permitir aos gregos respirar e voltar-se para o crescimento económico.

O governante acredita que ainda há tempo para melhorar as propostas e que a Grécia vai trabalhar noite e dia para o conseguir.

Varoufakis terminou a conferência de imprensa a criticar os homólogos europeus:


“A recusa do Eurogrupo em aceitar a nossa proposta de extensão do acordo por uns dias, umas semanas, para permitir ao povo grego votar as propostas dos credores irá certamente afetar a credibilidade do Eurogrupo como uma união democrática de Estados-membros parceiros”

À saída, quando questionado por um jornalista sobre se este é um dia triste para ele, Varoufakis disse:

"É um dia triste para a Europa, mas vamos ultrapassá-lo"


O Eurogrupo rejeitou o pedido grego para que fosse estendido por mais um mês o programa de resgate financeiro ao país. Recorde-se que termina na próxima terça-feira o prazo limite para Atenas pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.

Em conferência de imprensa, o presidente do Eurogrupo lamentou o facto de Atenas ter rejeitado “todas as propostas” que foram apresentadas pelos credores.

O governo grego decidiu fazer um referendo à proposta dos credores, o que não agradou às instituições.