O Banco Mundial anunciou esta quinta-feira que está preparado para fornecer até 1,7 mil milhões de euros de ajuda financeira à Ucrânia este ano, no âmbito de um plano internacional de apoio ao país há dez meses em guerra.

«Hoje, venho anunciar que o Banco Mundial se compromete a disponibilizar até 2 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros), em 2015, para apoiar o povo da Ucrânia, que enfrenta desafios económicos, financeiros e geopolíticos. É fundamental que a Ucrânia proceda rapidamente a reformas profundas», declarou o presidente da instituição, Jim Yong Kim, em comunicado.

O Banco Mundial, que aprovará caso a caso futuras verbas para Kiev, não precisou se a ajuda que vai fornecer assumirá a forma de assistência orçamental direta ou de financiamento de projetos de desenvolvimento e de infraestruturas.

A ajuda advirá de «uma mistura de instrumentos financeiros» e deverá centrar-se nas populações pobres e nas reformas «importantes» que Kiev deverá realizar no campo energético e do combate à corrupção, anuncia simplesmente o Banco Mundial no comunicado.

Estes 1,7 mil milhões de euros integram-se no plano de ajuda global de 40 mil milhões de dólares (35 mil milhões de euros) anunciado horas antes pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que se declarou disposto a fornecer até 17,5 mil milhões de dólares (15,3 mil milhões de euros) em quatro anos.

A restante ajuda deverá resultar de empréstimos bilaterais e de um perdão da dívida privada da Ucrânia, atualmente em negociação.

Em 2014, o Banco Mundial tinha aprovado 2,9 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) de assistência financeira a Kiev, dos quais 1,25 mil milhões (1,09 mil milhões de euros) sob a forma de ajuda direta às finanças públicas, fragilizadas pela insurreição pró-russa no leste do país.