No rescaldo de mais um fim-de-semana que terminou sem acordo entre a Grécia e os credores, o primeiro-ministro grego já deixou o aviso: Atenas não vai ceder às exigências dos credores.
 

Numa entrevista ao jornal grego Efimerida ton Syntakton, Alexis Tsipras sublinha que o governo helénico vai esperar “pacientemente” até que os credores sejam realistas.


“Esperamos pacientemente até que as instituições caiam na realidade. Não temos o direito de enterrar a democracia europeia no local onde ela nasceu”.


Citado pelo The Guardian, o governante acrescenta que não vai demitir-se, já que ganhou poder legítimo, em janeiro, para acabar com “o ciclo vicioso da austeridade”.

“Só podemos ver um objetivo político na insistência dos credores em novos cortes nas pensões, depois de cinco anos de saques sob programas de resgate”.


Esta domingo terminou sem surpresas: as negociações entre a Grécia e os credores internacionais, que se realizaram desde sábado, em Bruxelas, acabaram sem acordo.

Há "divergências importantes" que persistem entre os dois lados, avançou um porta-voz da Comissão Europeia. Para além disso, "as propostas gregas continuam incompletas". A Alemanha está, de resto, a perder a paciência com os gregos e é o próprio vice-chanceler germânico que usa essa expressão, para classificar o impasse que dura há meses.