A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou esta quinta-feira que a Alemanha está sempre disposta a fazer compromissos, mas que a credibilidade da Europa depende do cumprimento das regras e da confiança entre os parceiros.

«Vou dizer apenas que a Europa tem sempre por objetivo encontrar um compromisso e é esse o êxito da Europa. (…) A Alemanha está pronta para isso, mas também devo dizer que a credibilidade da Europa depende naturalmente do respeito pelas regras e da confiança mútua», disse à imprensa à chegada ao Conselho Europeu de Bruxelas.

A chanceler desvalorizou por outro lado a importância da questão grega na cimeira informal de líderes da União Europeia, afirmando que a questão «vai ter um papel” na cimeira, mas «apenas à margem».

Declarando-se satisfeita por encontrar o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, pela primeira vez, a chanceler disse que vai esperar pelas propostas de Atenas, as quais serão «discutidas no quadro dos ministros das Finanças (da zona euro), que se reúnem outra vez na segunda-feira».

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, advertiu esta quinta-feira que a União Europeia atravessa um «momento decisivo», a horas do início de uma cimeira europeia em que a situação da Grécia é o tema central.

À chegada ao Conselho Europeu, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, considerou que o que a Grécia e a Zona Euro precisam «não é de uma confrontação, mas de uma solução».

Já o governador do Bundesbank, Jens Weidmann, considerou esta quinta-feira que um alívio da dívida grega «não mudaria realmente» a situação financeira do país a curto prazo, mas penalizaria fortemente os outros governos europeus que fizeram reformas.

«Um alívio da dívida não mudaria grande coisa na situação de liquidez da Grécia», disse Weidmann num discurso em Londres divulgado pelo banco central alemão.

Os ministros das Finanças dos 19 países que integram a zona euro concluíram esta quinta-feira de madrugada uma reunião extraordinária sem conseguir progressos nas negociações sobre a assistência externa à Grécia ou sequer emitir um comunicado conjunto.