A ministra das Finanças classificou esta quinta-feira o encontro do Eurogrupo como uma reunião tensa em que os parceiros europeus pediram à Grécia propostas que possam ser viáveis para ultrapassar o impasse.

“Consideramos que a bola continua a estar, de facto, no campo da Grécia”


No encontro com os jornalistas depois do encontro do Eurogrupo terminar, Maria Luís Albuquerque evitou a palavra ultimato, mas assumiu que o tempo se está a esgotar.

“A situação agrava-se e torna-se mais dramática (…) O certo é que o tempo escasseia cada vez mais.”


Maria Luís Albuquerque acrescentou ainda que a reunião desta quinta-feira foi frustrante.

“Se tivesse de a caracterizar, foi uma reunião de frustração e desalento, mais do que irritação.”  


A ministra das Finanças admite que vai ser necessário um novo encontro do Eurogrupo antes da Cimeira extraordinária marcada para a próxima segunda-feira. O encontro dos ministros das Finanças da Zona Euro deverá seguir o formato de conferência telefónica.

Em relação à preparação de Portugal para enfrentar o escalar da crise grega e uma eventual saída do país da moeda única, Maria Luís Albuquerque diz que os bancos centrais do euro estão a avaliar todos os cenários e que Portugal não tem um plano específico.

“Do ponto de vista de Portugal o que me dá maior tranquilidade, como já disse há algum tempo, é o facto de termos os cofres cheios”.


A governante portuguesa assegurou ainda que portugal vai manter os reembolsos antecipados ao Fundo Monetário internacional, apesar do eventual incumprimento grego, no final do mês.