Foi o último dos ministros a falar na conferência de imprensa após a reunião do Eurogrupo: Varoufakis, depois de questionado duas vezes sobre os problemas de liquidez da Grécia, sublinhou que a liquidez de Atenas será assegurada pelo governo grego, em conjunto com os credores internacionais.

O ministro grego das Finanças apontou ainda o dedo à comunicação social, para negar que as negociações passem a ser dirigidas pelo vice-primeiro-ministro grego, como foi adiantado pelo ministro irlandês das Finanças. Varoufakis sugeriu que Noonan foi outra «vítima» da falta de rigor dos media.

Varoufakis sublinhou ainda que a Grécia não vai tomar qualquer ação unilateral, mas também não poderá pedir permissão para todo e qualquer movimento.

O presidente do eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem confirmou que as reuniões técnicas entre Atenas e «as instituições» começam já na quarta-feira, em Bruxelas. Mas as equipas também vão estar em Atenas. 
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«Tivemos uma curta discussão sobre a Grécia, focada no processo que já deveria ter começado, depois da decisão de estender o programa. Não há mais tempo a perder», reiterou o presidente do Eurogrupo. Dijsselbloem sublinhou ainda a importância da cooperação entre as instituições e as autoridades gregas, assim como o cumprimento dos compromissos assumidos pelos gregos. 

Já à entrada da reunião o presidente Jeroen Dijsselbloem tinha dito que é preciso «parar de perder tempo» e começar rapidamente as negociações sobre as reformas precisas que a Grécia deve executar.